CONCEITUAÇÃO VISUAL / by Davi Sales Studio

Mais que uma única ilustração o material desenvolvido para o camarote Gran Vizzir 2013 é uma conceituação visual, não que uma ilustração seja pouco, mas uma conceituação visual vai além.

 

Inicialmente era preciso pegar o tema proposto (Mundo encantado) e pensar nos elementos gráficos e transmitissem a mensagem complementando com outras idéias que compusessem as informações desejadas para o evento.

 

A minha primeira decisão foi de personificar a imagem com a criação de personagens que criassem afinidade com os visitantes do camarote: Um rei e uma plebéia, como nos contos de fadas.

A figura dos personagens também foi pensada para que mesmo se tratando de um rei e uma plebéia, eles se tornassem iguais, sendo assim, ela, porta a coroa, símbolo do poder e majestade e ele esboça uma cara apaixonada, por ela.

 

No passo seguinte ambientei o material com elementos que juntam pinturas contrastantes entre a tridimensionalidade, o muito “texturizado” e o chapado. Tal contraste de elementos fica responsável pela "modernidade" do trabalho, evitando assim que eles se tornassem uma ilustração de livro infantil.

 

A execução também foi planejada, ela permite uma fácil manipulação dos elementos que compõem o visual produzindo uma possibilidade infinindável de derivações da arte. Estas variantes embasarão todo o restante da atmosfera do evento como as peças de divulgação, dando charme e valorizando as marcas dos patrocinadores envolvidos.

Este é um ponto muito importante no desenvolvimento de uma ilustração, o seu trabalho precisa agir em parceria com a mensagem proposta, seja a história de um livro ou o enobrecimento das marcas dos patrocinadores envolvidos no processo, neste caso, o evento.

 

A manipulação da arte original permite que novos trabalhos possam ser desenvolvidos, como a sugestão de painel mostrado nesse post, porém, se existem as facilidades, por outro lado existem as dificuldades que deverão ser enfrentadas no desenvolvimento das peças de decoração e divulgação.

Quando se usa um estilo onde a luz e a sombra são um pouco mais realistas, nos tornamos meio que escravos do posicionamento dos elementos, ou seja, não podemos dispor da mudança de elementos que sejam "geradores" de luz ou de reflexão da luz, isso tornaria todo o esforço em compor luz e sombra nulos. Aqui entra, novamente, a mixagem de concepção de visão 3d no mundo 2d com uso de elementos de grafismo, tornando a verossimilhança já vencida e impossível desde o primeiro, assim, diminuído o desgaste das artes derivadas.